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Uma conversa ‘transcendente’ com Johnny Depp (Parte I)
maio 2, 2014

Uma conversa ‘transcendente’ com Johnny Depp sobre Amber Heard e o anel

Por Rubens V. Nepales
Philippine Daily Inquirer

Primeira de duas partes

LOS ANGELES – O cara – nosso Capitão Jack Sparrow, Chapeleiro Maluco, Tonto e Edward Mãos-de-Tesoura – está apaixonado. Nesses nossos anos entrevistando Johnny Depp, o cara tem sempre sido bacana e aberto, mas na nossa conversa mais recente ele foi ainda mais sincero sobre o novo amor da vida dele. Ele está noivo e irá casar com Amber Heard, que coestrelou com ele em “Diário de um Jornalista Bêbado”. Tendo em pauta o estilo único a que apenas ele pode se submeter, Johnny usava uma jaqueta vintage anos 1950, uma camisa listrada, com o seu acessório favorito, uma bandana, que desta vez pendia do bolso direito do seu jeans rasgado, desbotado e folgado.

Johnny, estrelando no seu drama/ciência científica “Transcendence”, usou sua escolha usual de bugigangas. Mas desta vez, havia algo novo, uma “bugiganga” reluzente no seu dedo anelar esquerdo – um anel, mas estamos adiantando demais a história.

“Cada dia, cada ano que você fica um pouco mais velho, você fica um pouco mais sábio”, ele disse quando questionado sobre porquê mudou seus pensamentos sobre casamento. “Você tem uma visão melhor e mais fácil sobre o que está acontecendo em sua vida. Depois você conhece alguém. Eu sou tudo que ela não gostaria em uma pessoa para estar junto com ela. Em vários aspectos, ela é tudo que eu não gostaria em alguém para estar comigo, porque como muitos atores e atrizes, não é um acordo fácil. Mas ela tem uma ótima perspectiva em relação à carreira dela”.

Me parecendo eufórico e inspirado, Johnny continuou, “Em uma das primeiras vezes em que eu sentei com ela, apenas conversando depois de nos conhecermos, eu estava atônito com o quão esperta ela é. Ela é realmente uma mulher forte e brilhante que tem muito a dizer. Quando você tem essa combinação… E também ela tem a habilidade de trazer à tona os nomes dos caras consagrados do blues, como Slim Harpo, Tampa Red, ou qualquer um desses caras um tanto quanto obscuros. Isso é tão… não tinha outro jeito.”

“É uma coisa interessante – quando você se toca de que está em um ponto da sua vida em que você é capaz de dedicar sua vida a uma pessoa, para amar uma pessoa. Como você faz com seus filhos. Então sim, acho que é uma pequena combinação. Ela é uma garota maravilhosa e eu sou muito sortudo”.

Anel sutil

Johnny confirmou que a joia cravejada de diamante no seu dedo anelar esquerdo, é na verdade o anel. “Sim, este é o que ficou muito grande para ela”, ele disse com um sorriso. “Este é o motivo pelo qual o estou usando. Eu não quero dá-lo para ela. Eu o guardei. Ela ficou com o melhor. Eu fiquei com o mais sutil”. Mas com o estilo descolado e heterodoxo, um anel feminino não está fora de lugar em seu dedo.

Percebe-se que há um outro anel de noivado. Um pouco afobado para contar a história, Johnny explicou para nós, “É estranho. Eu desenhei um anel antes de ver este. Todos os vários elementos – eu fiz os desenhos… Eu não tinha ideia sobre o que números significam nesses termos de tamanho de diamante. Eu realmente não sabia. Sei agora”.

“Então, eu desenhei esse anel e havia algumas especificações. E isso apenas aconteceu. Ele voltou para mim. Depois eu percebi que o diamante estava do tamanho de um olho humano. E isso seria um pouco desconfortável para ela usar às vezes quando ela estivesse andando pelas ruas, indo à um shopping de antiguidades ou saindo para tomar um suco. Então, eu dei pra ela este aqui, o sutil. Ele não saiu do meu dedo desde então. Eu vou fazer um deste do tamanho certo para o dedo dela e depois ela poderá escolher”.

Nós percebemos que o anel possui uma grande pedra cravejada que teria levado Elizabeth Taylor à loucura. Johnny deu um sorriso largo e disse, “Sim, o outro é um pouco menos Oh Meu Deus… este é um daqueles. Por erro – é apenas meu desenho “. Ele disse que o anel foi feito por “um ótimo e antigo joalheiro de Nova Iorque”.

Eu o atormentei dizendo que nenhuma mulher se sentiria desconfortável usando um diamante enorme daqueles, Johnny deu uma gargalhada e disse, “Eu não sei. Mas se você começa caminhando assim (ele demonstrou com o braço esquerdo caindo por causa do peso da pedra)… ou apenas dizendo oi para alguém (demonstrou o braço caindo de novo por causa do peso da pedra). O brilho poderia queimar a retina de alguém”.

Maravilhosamente descasados

Sobre a cantora e atriz francesa Vanessa Paradis, sua companheira por 14 anos, com quem ele tem dois filhos, Lily-Rose (completando 15 anos em maio) e Jack (completou 12 em abril), Johnny disse, “Vanessa e eu convivemos por muito tempo maravilhosamente. Não há nenhuma estranheza nisso, nenhuma hostilidade. A vida acontece. Nós passamos 14 ótimos anos juntos e tivemos um casal de filhos os quais ambos somos incrivelmente orgulhosos”.

“Vemos um ao outro o tempo todo, nos divertimos e saímos, apenas como sempre fizemos. Não há discussão alguma. Felizmente porque ela é uma mulher maravilhosa. Eu a amo e ela me ama. Ela é uma grande mulher e ótima mãe. Eu não tenho nada de mal a dizer, nunca”.

Sobre as crianças, o pai orgulhoso completou, “Meus filhos – estou cada vez mais e mais orgulhoso (deles). Por terem convivido comigo nos primeiros anos deles – a maioria dos pais tem trabalhos que não possibilitam este tipo de coisa. As crianças tem se saído tão bem. Eles são ótimos, crianças espertas. São educados e cuidadosos”.

“Meu menino Jack sempre foi um desenhista muito talentoso. Ele realmente desenha super bem. Ele também toca músicas muito bem. Ele tem tido uma boa intuição para isso. Além de projetos e coisas da escola, ele não tem mostrado nenhum desejo de ser ator. Uau!”

“Minha filha, em outra mão, é um dos seres humanos mais espertos que já conheci. Ela tem, de longe, surpreendido a mim mesmo e aos meus amigos. Ela é um gênio. Lily-Rose é interessada nas artes. Ela é interessada em atuar, possivelmente cantar também. Ela herdou os dons. Ela pode certamente decolar. Eles são ambos ótimos talentos. Eu queria poder afastá-los para longe disso. Mas as crianças vão decidir. É o que eles querem fazer”.

Ele vai querer expandir a família com Amber? “Ter mais filhos é fácil para mim”, ele disse com um sorriso. “Digo, vamos encarar os fatos – praticar isso é divertido. É tudo maravilhoso. Mas sim, a mulher mais certamente e definitivamente tem a parte maior. Amber deve ter a oportunidade de ter filhos se ela quiser”.

Amber, que está novamente coestrelando com Johnny em “London Fields”, aparentemente se dá muito bem com as duas crianças, disse o pai. “Tem sido ótimo. Eles tem se tornado muito próximos, como amigos. É maravilhoso quando você vê isso. Você fica muito orgulhoso dos seus filhos”.

O ator de 50 anos foi bem efusivo sobre o título de seu filme “Transcendence”, a primeira atração cinematográfica de Wally Pfister como diretor, o cineasta ganhador do Oscar reconhecido pelo seu trabalho brilhante com Christopher Nolan – os filmes “A Origem”, “O Grande Truque” e “O Cavaleiro das Trevas”. Johnny interpreta Will Caster, um cientista em estado terminal que carrega sua mente em um computador e torna possível um mundo onde computadores podem transcender as habilidades – e limitações – do cérebro humano.

“Durante toda a nossa vida, estamos constantemente, e subconscientemente, tentando transcender coisas”, Johnny comentou. “E transcender algo é tão simples quanto temer, (ou) como amar outra pessoa pode machucar tanto, isso na melhor das hipóteses – porque você ama tanto e tão profundamente. Em certo modo, transcender assim, ao menos com idade e sabedoria, aprendendo sobre a vida, você será capaz de ter uma distância e uma perspectiva das coisas”.

Poder infinito

“Transcender medo, dor – dando um passo para fora do ego – se pudermos fazer essas coisas, estaremos em boa forma. Nós tentamos. Nós somos apenas humanos”.

Mas no filme, a transcendência concede ao personagem cientista de Johnny um poder quase que infinito e este é o dilema em que se baseia o enredo de Jack Paglen.

“O que achei mais interessante neste filme foi que, quando li o roteiro pela primeira vez e comecei a experimentar a história, isso me soou aquele tipo clássico de ciência científica”, Johnny pontuou. “Mas quando você assiste e mergulha dentro da história, você percebe que é uma atualidade. A maior parte da tecnologia que estava sendo usada… a habilidade de carregar a consciência humana em um grande computador é na verdade apenas o contorno da esquina. Isso deixa a área da ciência científica e adentra a categoria de projeção do futuro, o que é muito diferente”.

(leia a segunda parte)

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