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Tradução da matéria sobre “Caminhos da Floresta” na EW – Parte 2
outubro 28, 2014

Como postamos aqui, a Entertainment Weekly está recheada de uma matéria super interessante sobre Caminhos da Floresta. Com base nos scans da revista, confira agora a segunda (e última) parte da transcrição traduzida em português desse ótimo artigo, que deixará qualquer fã de Johnny Depp ainda mais ansioso pela estreia do filme!

A DIREÇÃO DE UM CONCEITO MAIOR

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Todas as escolhas de figurino: surrealismo, esse sentimento sonhador que você tem quando uma cor parece ilogicamente vibrante ou quando a lua parece apaziguadoramente brilhante. “Se ficar muito real, não será um conto de fadas”, diz o designer de produção Dennis Gassner. Mas eles não querem que o filme seja tão irreal, também. “Partimos para criar uma floresta estilizada em um senso de magia mas que tivesse também um fundamento, então existe um monte de situações reais misturadas na floresta onde construímos nosso grande palco”, diz o cinegrafista Dion Beebe. “Você nunca sabe se está em nosso palco de ‘faz de contas’ ou na realidade de fora”.
As primeiras cenas do filme foram gravadas em locais arborizados de Surrey e Kent e no resto da Shepperton Studios de Londres, onde uma floresta artificial foi montada – e remontada. (Alerta de spoiler: O filme inclui pelo menos um gigante irritado e destrutivo).

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Marshall queria evitar que a tela ficasse coberta por verde o máximo possível. Blunt trouxe a chance de deformar as folhagens verdadeiras. “Tendo coisas para tocar e apoiar e cair por cima, coisas para ficar preso, é infinitamente mais útil do que tentar se cobrir por uma tela cheia de verde”, diz ela.

Com personagens que já são maiores que a vida, Marshall teve um bom motivo para decidir não filmar em 3D em seu relativamente modesto orçamento de grosseiros 50 milhões de dólares – efeitos visuais custam dinheiro, o que não cresce em árvores (desculpe). Embora a Disney tenha investido, em Alice no País das Maravilhas e Malévola, um valor estimado em 200 milhões de dólares em cada filme, Marshall não pareceu cruel em solicitar uma carteira mais magra dos estúdios. “Foi como voltar às nossas raízes teatrais”, ele diz. “Você não tem muito dinheiro, então como vai fazer isso funcionar?”

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A MAIORIA DOS MEMBROS DO ELENCO, incluindo Corden e Pine, eram bebês nas florestas quando isso se ascendeu para os grandes palcos dos musicais. Mas até uma pessoa veterana como Streep, cujo filme de maior bilheteria foi Mamma Mia!, sentiu-se intimidada pela pontuação notoriamente desafiadora de Soundheim. “Meu primeiro dia na produção foi em um estúdio de gravações com Stephen Soundheim do lado de fora da cabine, fones em seus ouvidos, me ouvindo cantar a música dele com a Orquestra de Sinfonia de Londres”, ela lembra, rindo. “Aquilo foi, realmente, assustador”.
Desde 1987, o musical de Soundheim e Lapine tem se tornado um dos mais produzidos shows – mais de 600,000 pessoas trabalharam na produção, de acordo com o licenciamento amador da companhia de Música de Teatro Internacional. Grandes audiências gravitaram para o show porque muito dos contos de fadas originais foi mostrado, isso assegura as questões camufladas dos já adultos em um mundo acessivelmente infantil. “Estes contos de fadas podem ter seu valor nominal exonerado, mas [Caminhos da Floresta] é um ótimo modo de trazer as crianças para a condição humana”, diz Pine. “Infelizmente, pessoas morrem, como acontece. É isso que Soundheim está fazendo, e eu acho que é por isso que [o show] foi feito tantas vezes”.
A popularidade dos musicais, é claro, pode ter uma graça mista. Quando Soundheim omitiu, neste verão, que o filme de Marshall poderia retirar algumas das insinuações sexuais de Caminhos da Floresta e as mortes violentas de personagens, os fãs de plantão dos cineastas se rasgaram.
O diretor insiste que permaneceu fiel ao material enquanto não reproduzia literalmente a versão do palco. “Você tem que ser esperto o bastante para voltar lá e dizer, ‘Vamos servir o filme'”, diz Marshall, que colaborou com Soundheim e Lapine em cada mudança. Uma grande alteração: No palco, Cinderella canta “On the Steps of the Palace” na floresta, após fugir do palácio deixando seu sapato para trás. No filme, Marshall diz, “Isso agora é feito no presente, ela na verdade corre, descendo as escadas – você simplesmente não podia fazer isso num palco”.

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Agradecendo os lobos carnais, morte, adultério, e os acidentes baseados em espinhos ofuscantes, Caminhos da Floresta é mais sombrio que o usual nos contos de fadas da Disney. Mas ainda há um final feliz para um projeto que estava perdido nos espinheiros por quase 30 anos. “Eu lembro de James [Lapine] dizendo, “Steve e eu adoraríamos que você fizesse isso, mas nós queremos ter certeza que isto realmente será feito desta vez'”, diz Marshall.
Desejo: concedido.

Tradução e adaptação: Sarah – Equipe Johnny Depp Forever
Não reproduza sem os créditos.

Parte 1

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