Johnny Depp Forever
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Tradução da matéria sobre “Caminhos da Floresta” na EW – Parte 1
outubro 27, 2014

Como postamos aqui, foram divulgados os scans da matéria publicada pela Entertainment Weekly sobre Caminhos da Floresta. Confira agora a transcrição em português dessa matéria, dividida em duas partes, com comentários do diretor Rob Marshall e de Johnny Depp, entre outros integrantes do elenco e produção. 😉

O LOBO ERA O PROBLEMA. EM UM FILME REPLETO DE BRUXAS
e princesas (e uma vaca), Johnny Depp e a figurinista Colleen Atwood encararam um dilema enquanto planejavam sua próxima exagerada transformação, o lobo sedutor que cruza o caminho de Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford) no espalhafatoso filme musical: Into The Woods (Caminhos da Floresta). Como não se perder com o homem dentro da fera (e vice-versa)? Depp, que deu vida ao Capitão Jack Sparrow com uma mistura de Keith Richards e Pepé Le Pew (e que baseou parte de seu Willy Wonka no Captain Kangaroo), encontrou sua inspiração para o lobo libertino em animações dos anos 40. “Eu apenas tive essa visão explosiva em minha cabeça, e tudo que eu podia imaginar era o lobo nos desenhos do Tex Avery: um grande lobo mal com chapéu de feltro, um terno zoot e uma coleira de gato “, diz Depp. “No segundo em que mencionei minha ideia para Colleen, ela ficou muito animada”. Encantada, de fato. “Eu sempre quis fazer um terno zoot para Johnny”, diz a figurinista, que trabalhou com ele em Edward Mãos de Tesoura e Alice no País das Maravilhas, “mas nós nunca tivemos uma desculpa pra isso, até agora”.

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Desejos – tanto o tipo que se torna realidade quanto o outro – passam por cada folha e cada ramo de Caminhos da Floresta, a adaptação de longa gestão do diretor Rob Marshall para o musical de Stephen Soundheim e James Lapine. Escolha qualquer conto de fadas e este provavelmente estará em algum lugar nesta fantasia sobre um padeiro sem filhos (James Corden) e sua esposa (Emily Blunt), que tentam anular a maldição de uma bruxa se aventurando em uma floresta encantada cheia de personagens clássicos como Cinderella (Anna Kendrick), Rapunzel (MacKenzie Mauzy) e João (Daniel Huttlestone) da fama do pé de feijão – tudo sobre desejos. Cada um cumprindo suas próprias jornadas.
É um emaranhado de fábulas, ainda mais complicado pelas letras de torcer a língua de Soundheim e pelo tom deslocado do musical. O que começa como uma brincadeira de criança através de uma floresta encantada, envolve carregadas insinuações de exploração adulta de saudade e perda. Talvez seja por isso que Caminhos da Floresta definhava no inferno do desenvolmento quase imediatamente depois de seu lançamento na Broadway em 1987. Não por falta de tentativas. Tão cedo quanto em 1991, todas as estrelas desses contos de mesa desde Cher e Steve Martin à Goldie Hawn e Robin Williams iriam manifestar interesse no filme, sem sucesso.

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Mas sonhos, segundo eles, se tornam realidade. Agora, 27 anos depois, Caminhos da Floresta acabou em duas mãos que concediam desejos: as do diretor Rob Marshall, que em 2002 ganhou prêmio de Melhor Fotografia pelo filme Chicago, e que revive quase sozinho um filme musical da Disney, um estúdio que pode ter parecido o avesso de um retrato nem-sempre-bonito de personagens dos livros de histórias. “Eu não queria que isso parecesse um mundo de desenho animado”, diz Marshall. “Não é tão ensolarado – nós queríamos uma sensação de perigo. Isso realmente parece como os contos de fadas pós 2009/2011 porque o que o ‘felizes para sempre’ representa agora é diferente de antes”.
Então não, isto não é a fita cassete da Cinderella que a sua mãe tinha – nem o DVD da sua filha, a propósito. Reforçado por uma lista categoria A de atores para o elenco e um roteiro feito por Lapine, Caminhos da Floresta introduz um mundo mágico de príncipes charmosos e malvadas meias-irmãs, calçados e cabelos de ouro, todos se esforçando para agradar tanto as famílias quanto os fãs de musicais. O Lobo, talvez, era a parte fácil.

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Quando for caminhar pela floresta, você precisará de calçados adequados. “Havia muita atenção para os sapatos”, diz Meryl Streep, que interpreta uma desfigurada bruxa aprisionada numa maldição, que busca restabelecer sua antiga e bela forma. “A Bruxa é deliberadamente pequena, com ínfimas perninhas de caranguejo, e é uma das escolhas deles que você fale, logo na primeira semana de ensaio em que todo mundo vai, ‘Ooh, isso parece ótimo’, só que até o terceiro mês de filmagem você diz, ‘Por que fiz isso?'”
E vai ficando cada vez mais difícil. Em certo ponto no filme, a Bruxa de Streep se transforma em sua forma jovem – uma alta e glamourosa sereia, que deu trabalho dobrado para Atwood, uma ganhadora do Oscar por três vezes que trabalhou nos apetrechos de Caminhos da Floresta, para que ficassem tão úteis quanto sua estética. “Quando você sabe que Meryl está entrando de cabeça”, diz Atwood, “os figurinos realmente tem que funcionar em um nível diferente”.
Atwood e sua equipe montaram 200 figurinos, inspirados nas ilustrações do conto de fadas do século XIX, Irmãos Grimm, bem como uma ampla mistura de estilos do período. Esta é a razão pela qual a madrasta de Cinderella (Christine Baranski) tem cabelo dos anos 60 e um vestido do século XVIII, e Depp, um terno zoot dos anos 40, que coexiste com o corpete de Rapunzel da Era Vitoriana. “Nós temos estes grandiosos e fantásticos figurinos que não são historicamente corretos porque eles não precisam ser”, diz o maquiador e cabeleireiro Peter King, um veterano das fantasias que trabalhou nos filmes O Hobbit e Senhor dos Anéis.

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Quase todos os atores se envolveram nesse processo de design. Chris Pine sugeriu para seu personagem, o Príncipe apaixonado de Cinderella, um topete esportivo eternizado por Elvis, “sempre ondulado e absurdamente grande”, ele diz. Corden escolheu uma ótima jaqueta de couro. E Blunt insistiu em uma cinta na linha da cintura para sua personagem, a Esposa do Padeiro, à fim de ocultar a gestação de seu bebê, “xales, bebês, cestas, e cada árvore da floresta”, ela diz. (Em 16 de fevereiro, semanas depois do fim da produção, a atriz e seu marido, John Krasinski, deram a luz à sua filha, Hazel.)
“É difícil quando você está recriando e reinventando um visual icônico”, diz Kendrick, cuja Cinderella ostenta o figurino de alteração mais dramático (por motivos óbvios).
“Nós não queriam que isso fosse o que as pessoas estavam esperando, mas também não queríamos que isso parecesse brega em cinco anos”. Mas certamente há visuais clássicos: Cinderella precisa de trapos, príncipes precisam ser arrojados, e a Chapeuzinho Vermelho precisa de, bem… você sabe. “Está no nome dela!” diz Crawford. “Seria como não dar à Annie, seu cabelo vermelho”.

Tradução e adaptação: Sarah – Equipe Johnny Depp Forever
Não reproduza sem os créditos.

Parte 2

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