Johnny Depp Forever
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Tim Robey recomenda “O Cavaleiro Solitário”
dezembro 2, 2013

O  crítico de cinema Tim Robey publicou, em sua coluna semanal, um artigo positivo sobre o filme “O Cavaleiro Solitário”, que segundo ele, proporciona à Johnny uma grande e divertida performance. Veja abaixo a tradução.

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Dirigido por Gore Verbinski e estrelado por Johnny Depp e Armie Hammer

“O Cavaleiro Solitário de Gore Verbinski veio para impressionar quando foi lançado nesse verão. O produtor, Jerry Bruckheimer, é o culpado por um zumbido hostil em nossos ouvidos que dizia “ainda revisando orçamento”, e ele tinha um motivo: Havia muito mais de 150 milhões de libras na exaustiva análise da produção, do que precisava ter no filme em si. Clique para continuar lendo >>>

Agora é tempo de uma defesa da retaguarda. Palmas: o filme é uma loucura em alguns aspectos, tem momentos arriscados no meio e não conseguiu produzir grandes lucros. Isto pode ser considerado um pecado capital partindo de qualquer ponto de vista da indústria cinematográfica, mas é aí que está a coisa – criativamente, isso é sensacional. Por ritmo, comédia e um espetáculo vertiginoso, a ação em sequência deixa o filme no topo de qualquer outra coisa na tela esse ano. O engajamento com a história é rico, revolucionário e quase chocantemente reflexivo para um entretenimento tradicional. O aroma do fracasso levou milhões a assumir, de olhos vidrados, que eles não haviam encontrado seu número em relação à filmes. Eu acho que eles estavam errados, se eu pudesse colocar cópias de Bly-ray, pessoalmente, em suas mãos, aumentar o som e pedir-lhes para dar uma chance ao filme, eu o faria.

Verbinski surge com um mecanismo incrível. Estamos num vilarejo de São Francisco em 1933. Um garoto vestido como um cavaleiro solitário entra em uma tenda de espetáculo e caminha nas dioramas do Velho Oeste – lá tem um bisão, um urso pardo, e um enrugado índio americano identificado como “O Nobre Selvagem”. Este é o Tonto de Johnny Depp, por trás de uma maquiagem que deixava a pele fina como papel que o envelhecia e o tornava irreconhecível: primeiramente eu pensei que era Christopher Walken com sua tenda de índio. Isso é um típico e surreal toque de Verbinski, fazendo com que Tonto vivesse entre os vidros fechados de um museu, e retornasse à vida para contar à criança tudo sobre a lenda de nome John Reid (Armie Hammer), totalmente diferente do que você podia esperar até o momento.

Reid, nota-se, é um completo palerma. Ele é um ineficaz homem da lei de 1869, com o pensamento adquirido através de uma mera leitura das teorias iluministas de John Locke, que o influencia a querer trazer ordem para todo o caos do mundo. E é o irmão dele, Dan (James Badge Dale), o mais hábil a ser o Cavaleiro de Texas, que capturou um perigoso fora-da-lei chamado Butch Cavendish (William Fichtner). Porém é John que o encontra no mesmo trem em que estava viajando da volta à Frisco, passando pela (ainda incompleta) Primeira Ferrovia Transcontinental. Quando Cavendish retorna à consciência, o melhor que John pode fazer é erguer seus punhos como todo estudante flexível de Harvard. Ele não é nenhum herói, pelo menos até que a quadrilha de Cavendish desafogue sua vingança brutal.

Esse filme pode ter sido feito para um público familiar, grandes sucessos não atraem muito mais adultos ou desafiadores, moralmente falando. Verbinski conhece seus faroestes também, e construiu um que fala com autoridade inexpressiva para o gênero. O uso da ferrovia como um emblema altamente ambivalente do progresso é parte de um diálogo discreto entre o filme e Sergio Leone de “Era Uma Vez No Oeste” (1968). Apropriadamente, a partitura de Hans Zimmer é uma homenagem adorável à Ennio Morricone, mantendo sua energia intacta antes de desencadear um emocionante galope ao som de uma mistura incrível de “William Tell Overture”.

Mesmo quando ele está montado em Silver, John Reid consegue ser um tolo mascarado de herói. O filme acaba com décadas de um estereótipo de marginalização, fazendo de Tonto seu narrador e centro real do longa. Ele tem um jeito “Buster Keaton” de estar acidentalmente no lugar certo em todos os momentos.

Depp mal consegue falar e está sempre alimentando seu corvo (morto em sua cabeça) com sementes. Você pode dizer que a atuação dele provêm de um gosto pessoal que ele adquiriu, mas eu acho extremamente divertido. O filme reescreve a história para aliviar a consciência de todos os envolvidos na trama. Estas são grandes ambições, mas o longa atinge a maioria deles habilmente. A única coisa que realmente falhou foi a maneira de vendê-lo ao público.

Segundo o artigo, a Disney está lançando hoje “O Cavaleiro Solitário” em DVD e Blu-ray.

Fonte | Créditos: Theresa JDZ

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