Johnny Depp Forever
A sua fonte de informações sobre o ator e músico Johnny Depp
Matéria sobre show do Imperial Ball 2016
fevereiro 7, 2016

Como postamos aqui, Johnny e seus amigos músicos se apresentaram no Imperial Ball 2016, no auditório da escola Servite High School, em Anaheim (Califórnia), em mais um evento de arrecadação de fundos para caridade. Confira abaixo a tradução de alguns trechos do texto de Richard Johnson, que esteve no show com seu amigo Matt Chait.

Por Richard Johnson
26 de janeiro de 2016

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[…] Fomos recebidos e vimos fantasias nos bastidores, incluindo a de um astronauta flutuando no espaço ligado a um amplificador de guitarra. Não houve tapinhas dos seguranças, apenas um sorriso e um lembrete para verificar as obras de arte e entrar no sorteio de caridade por 20 dólares. O lobby em frente ao auditório tinha sido convertido em uma galeria de arte pop. Bandanas de caveira de McQueen, arte de placa de carro, gravuras, fotografias e pinturas a óleo de Keith Richards, David Bowie e claro, Johnny Depp, foram todos para venda com os rendimentos destinados a várias instituições de caridade.

Uma pintura a óleo de “The Hollywood Vampires” (assinada por Depp, Joe Perry e Alice Cooper), de James Crouch, foi o item de destaque da noite, e arrecadou quase 20.000 de dólares no leilão ao vivo realizado no fim da noite. James é amigo de longa data de Johnny, Joey e Bruce (veja aqui outra doação de obra feita pela parceria de James e Johnny).

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Conforme fomos caminhando, passamos por uma parte iluminada a luz de velas e encontramos nossos assentos. O anfitrião da noite, Nathan Fawley, subiu ao palco e falou um pouco sobre as instituições de caridade que o show estava apoiando. Os fundos do leilão e da rifa iriam para o The Art Of Elysium (uma organização que une artistas e crianças doentes na esperança de inspirá-los a ver os seus quartos de hospital como um lugar para fazer arte e recriar a sua própria realidade), e para o Pet Orphans (uma organização que encontra novos lares para animais órfãos). As estrelas do documentário, um cão marrom enorme e uma menina adorável apareceram sob fortes aplausos.

com Suzanne Allison Witkin

 com Suzanne Allison Witkin

Agora o show! A banda de abertura foi uma toda formada por garotas (pensamos… pois o sexo do baterista não estava totalmente claro, o que eu acho que era parte do plano) com o glam dos anos 70 chamada The Glam Skanks. […] As moças agitaram com seu conjunto de músicas originais com títulos como “Miss Androgynous”, “Rock-n-Roll Skank”, e a minha favorita, “Pretty Boy”. Elas ainda fizeram alguns covers incluindo “Moonage Daydream”, de Bowie e “Cherry Bomb”, de The Runaways.

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No final da apresentação, o nosso anfitrião voltou ao palco para apresentar um vídeo de memórias de 2015, com vários músicos culminando com, como você poderia esperar, Lemmy e Bowie.

Sem muito alarde e enquanto as luzes ainda estavam apagadas, Depp e seus amigos tranquilamente subiram ao palco sob o seu apelido de “The Band With No Name” e lançaram uma retrospectiva de músicas de Bowie, começando com um riff de abertura da icônica “Rebel, Rebel”. Como eu disse, o cara tem alguns amigos bacanas. Os principais integrantes de “The Band With No Name” consistiam em Tommy Henriksen (do “Warlock”), na banda de Alice Cooper, no lendário baterista Abe Laboriel Jr., que é mais conhecido por tocar com Paul McCartney, Bruce Witkin (do “Adam And The Ants” e membro original do “The Kids”, juntamente com Joey Malone e Johnny Depp, nos anos 08).

Mesmo com uma banda cheia de astros músicos profissionais, todos os olhos estavam claramente em Johnny, que parecia desconfortável, indo sempre para a parte de trás do palco deixando Joey e Bruce assumir a liderança.

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Um dos rapazes gritou para ele falar quando ele silenciosamente apresentou o seu próximo amigo que viria para o palco, como seu cantor favorito. Imediatamente pensei: “Aí vem Alice!”, mas veio outra lenda: Terry Reid. Este é o cara que abriu para “The Stones and Cream” nos anos 60 e conhecidamente recusou o convite de Jimmy Page para participar de sua nova banda, recomendando seu amigo Robert Plant para ser o vocalista do “Led Zeppelin”. A banda lançou uma balada clássica de Reid, “Bang Bang”, seguida de “Suffragette City” de Bowie com Laboriel Jr. nos vocais. Então, aparentemente do nada, Alice Cooper desfilou todo de preto com o bastão na mão.

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A multidão pareceu esquecer Johnny Depp por um segundo quando todos saltaram em uma interpretação empolgante de “No More Mr. Nice Guy”, seguido do clássico, “Eighteen”. Alice lembrou-nos que ele estava cantando “Eighteen” (dezoito), não “Eighty” (oitenta), mesmo que ele estivesse mais próximo desse último em seus 67 e ainda capaz de comandar o palco como um verdadeiro astro do rock. O próxima músico convidado para se juntar ao crescente grupo foi apresentado como um dos mais antigos amigos de Alice e um membro da única banda que o carregou sob a asa quando ele surgiu pela primeira vez em Los Angeles, nos anos 60: Robby Krieger (do The Doors). Antes que ele pudesse até mesmo pegar sua guitarra, a banda lançou o clássico do The Doors “Five to One”, com Alice nos vocais e logo estavam em uma versão “Break on Through”, com grande energia. Terry, em seguida, voltou ao grupo para apresentar uma balada que ele escreveu para sua mãe, acompanhado por Johnny na guitarra.

Depois de uma versão ameaçadoramente agitada dos Beatles, “Come Together”, Alice anunciou que ia precisar de algumas “Cooper-ettes” da platéia para ajudá-lo na próxima canção. Mãos se ergueram e as pessoas começaram a gritar. Apesar de estar na frente e no centro, não creio que tivesse muita chance. “Calico get up here! (Calico suba aqui!)”, Alice disse, apontando para uma morena alta na primeira fila. Uma vez eleita uma das “30 filhas mais sexys de rockstars”, a filha de Cooper e artista de longa data da banda do pai, Calico, pulou no palco junto com os músicos voluntários e com as meninas do The Glam Skanks. Eles fecharam o show com uma performance assumidamente irônica e agitada de “School’s Out”, o maior hit de Cooper e a música perfeita para ser tocada no auditório de uma escola secundária. Foi um grande show, Johnny manteve e realizou o seu próprio papel ao lado das lendas do rock, e muita grana foi levantada para duas grandes instituições de caridade.

Nada mal para um cara com tesouras nas mãos.

Fonte

Tradução e Adaptação Sarah – Equipe Johnny Depp Forever
Não reproduza sem os créditos ao site.

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