Johnny Depp Forever
A sua fonte de informações sobre o ator e músico Johnny Depp
Matéria completa sobre Johnny da revista Aspen Peak (Parte 2)
dezembro 6, 2011

Outra promessa que Johnny fez à Thompson foi finalizar ‘The Rum Diary’ como um grande filme. Não bastava apenas descobrir o manuscrito de Hunter em meio aos arquivos ‘The War Room’, mas também, juntamente com Mary Sue Rucci, editora da Simon & Schuster, Johnny ajudou a editar o livro. Numa noite de chuva em Nova Iorque, no Hotel Carlyle, Johnny e Thompson leram o romance em voz alta para melhorar os ritmos musicais da prosa. Em 1998, eles estavam em Manhattan para promover o filme ‘Medo e Delírio em Las Vegas’ e providenciar para que The Rum Diary estivesse pronto para publicação. Quando o dia finalmente amanheceu, Johnny exausto da revisão, enfrentou a chuva até uma loja de tatuagem chamada Lower East Side. O artista tatuador era um amigo de longa data. “Eu considero as tatuagens como meu diário.” disse Johnny à Douglas Brinkley. “Fiz a minha primeira tatuagem quando ainda era um adolescente. Minha pele é um registro da minha vida. Recentemente, antes de vir para Austin, fui para a Disneylândia com Damien [Echols] de West Memphis Three. […] Ele queria conhecer a Disney, então eu o levei. Depois de irmos, fizemos tatuagens juntos. Essa é a minha maneira de documentar as coisas na minha vida.” contou Johnny.

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Honrando o legado de Hunter S. Thompon

Quando Hunter se suicidou em 2005, Johnny se sentiu sem rumo. Toda a diversão de trabalhar com seu amigo em ‘The Rum Diary’ tinha desaparecido. Mas em um momento de inspiração, ele decidiu que a morte de Thompson apenas significou o show que tinha que continuar. “Ele tinha se tornado uma figura paterna, ou um melhor amigo, ou alguém muito especial.” disse Johnny e acrescentou: “Eu o adorava demais. Pensava nele todos os dias, às vezes à cada hora…e ainda faço isso.”

Há alguns telefonemas que você nunca vai esquecer. Em 20 de fevereiro de 2005, eu tinha acabado de proferir um discurso no Rutherford B, no Hayes Presidential Center, em Fremont, Ohio. (Como é a vida de um historiador presidencial), eu estava indo de volta para o meu quarto, no Hotel Six à 15 quilômetros de distância. A estrada estava gelada por causa da neve. De repente, meu celular tocou. No outro lado da linha estava o Xerife Bob Braudis de Pitkin County. “Dougie” disse ele, com uma voz que exalava adrenalina. “Eu tenho más notícias. Hunter faleceu. Ele cometeu suicídio. Você pode vir para cá rápido?” [relatou Douglas Brinkley na revista Aspen Peak].

Chocado com a notícia medonha de Colorado, meu primeiro instinto foi ligar pra Johnny Depp. Thompson adorava Johnny, ele o considerava como um irmão de sangue, um filho adotivo, um parceiro. Tendo passado muitos dias com eles em Aspen, Louisville, Nova Iorque e em outros lugares, eu sabia que eles compatilhavam gostos quase idênticos com relação à livros, música, armas e filmes. Não demorou muito tempo até que eu estivesse ouvindo o interrogatório de Johnny, que falava sem fôlego: “O bastardo realmente fez isso!” dizia ele. “Então nós temos que construir o canhão Gonzo antes de tudo.” concluiu. Desde que Thompson colaborou com a BBC em um documentário de 1978, ele falava sobre seu desejo de que suas cinzas fossem disparadas de um canhão maior que a Estátua da Liberdade. [relatos de Douglas Brinkley].

Poucas semanas depois, eu voei para o oeste de Hollywood para ver Johnny no seu recinto a apenas alguns quarteirões da Sunset Boulevard. Ele me cumprimentou com vinho e abriu na mesa da cozinha os projetos arquitetônicos elaborados para explodir as cinzas de Thompson para o alto do céu de Colorado. Ele havia contratado uma equipe de especialistas de construção e detonação para erguer a monstruosidade Gonzo. “Várias leis de Pitkin County tiveram de ser respeitadas.” lembrou Johnny.“Mas foi apenas algo que eu tinha de fazer por ele. A carga estava em mim. De alguma forma, na mente selvagem de Hunter, ele sabia que eu ia cumprir com a minha promessa.” Em vez de lamentar a morte do amigo, Johnny decidiu celebrá-la através da montagem do canhão Gonzo no topo de uma torre de 153 metros para atirar as cinzas de Thompson no céu das Montanhas Rochosas. “Foi uma linda cerimônia na Owl Farm.” lembrou Johnny. “Hunter girou ao nosso redor e então caiu sobre nós. Você podia sentí-lo no ar.” E Johnny tornou-se mais determinado a levar ‘The Rum Diary’ às produções.

Johnny já cumpriu sua promessa de fazer ‘The Rum Diary’, porém, o filme foi gravado em Porto Rico em vez de Cuba. Apesar dos personagens de ‘The Rum Diary’ serem marginais, encharcados de bebida, depravados e desgrenhados, todos eles têm coração. O diretor e roteirista Robinson capturou com perfeição “a voz feita de tinta e raiva” de Thompson. As histórias sobre as gravações do filme já estão se tornando uma lenda. “Que tempo selvagem eu vivi em San Juan.” lembrou Johnny. “O espírito de Hunter estava conosco a cada minuto. Visitamos todos os seus redutos antigos. Nós colocamos uma foto de Hunter numa cadeira junto com uma garrafa de Chivas Regal. Nós o eternizamos.”

FONTE

Tradução e adaptação: Sarah – Equipe Johnny Depp Forever – Não reproduza sem a devida autorização!

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