Johnny Depp Forever
A sua fonte de informações sobre o ator e músico Johnny Depp
Matéria completa sobre Johnny da revista Aspen Peak (Parte 1)
dezembro 5, 2011

Douglas Brinkley dá uma olhada exclusiva no ‘making of’ de The Rum Diary, e revela as palavras do próprio Johnny sobre sua amizade com Hunter.

Quando Johnny Depp amarrado em sua guitarra começou a tocar no Hiro Ballroom em Nova Iorque, no dia 25 de outubro, à meia-noite, a multidão rugiu. Câmeras de telefones celulares foram levantadas como velas em uma vigília, as pessoas queriam uma prova de que viram o verdadeiro Capitão Jack Sparrow, o Chapeleiro Maluco, Willy Wonka e Edward Mãos de Tesoura, para mostrar aos amigos.

Apenas algumas horas antes, Johnny tinha assistido à estréia de seu filme The Rum Diary (Diário de um Jornalista Bêbado, no Brasil), no qual ele interpreta o jovem Paul Kemp, no final da década de 50 e início dos anos 60, em Porto Rico. O filme é baseado no romance de Hunter S. Thompson. Johnny foi escolhido para tocar com um grupo de seus músicos Rock Star’s favoritos, quando de repente, Keith Richards pulou no palco. Johnny sorriu e os dois tocaram “Key To The Highway” de Jazz Gillum. Amparados com uma batida de ritmo lento, a sessão de blues Richard-Depp começou. Trazendo o guitarrista dos Rolling Stones no palco, tudo era parte da missão permanente de Johnny para honrar o legado do jornalismo gonzo.

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Uma Promessa Cumprida

“Fazer The Rum Diary foi o cumprimento de uma promessa que fiz a Hunter.” explicou Johnny: “Eu tinha lido o romance antes de ele ser publicado na Owl Farm. Hunter tinha em seu arquivo ‘The War Room’. Eu fiquei chocado pela prosa elegante. Eu não podia acreditar que ele escreveu quando tinha apenas 22 anos! Então decidimos fazer um filme, que desde o início era colaborativo. Agora eu posso dizer que cumpri a promessa.”

Algumas semanas atrás, Johnny viajou ao redor da América com o diretor e roteirista Bruce Robinson para divulgar The Rum Diary e falar sobre o legado literário de Thompson. Em aparições recentes na Universidade da California – Berkeley e na Universidade do Texas em Austin, Johnny foi abraçado pelos fãs que o compararam com um dos integrantes dos Beatles ou uma reencarnação do Elvis Presley. […]

Após o evento em Austin eu [Douglas Brinkley] falei com Johnny Depp por algum tempo sobre tudo relacionado ao Thompson. Vestido em calças de cinco diferentes tons de azul, camisa, colete, chapéu e meias, Johnny mais parecia um cruzamento entre um modelo masculino e um foragido da lei. Mas, o calor de seus olhos sempre lhe dá um aspecto de menino. Sua principal preocupação era se Hunter teria gostado do filme The Rum Diary. “Eu só queria que ele estivesse aqui para ver tudo isso.” diz ele, e acrescentou: “Você pode imaginá-lo percebendo que todas essas pessoas estão honrando-o? Em 2011? Se há um movimento em andamento para eleger Hunter como o maior escritor de não-ficção do século XX, inscreva-me.”

Desde que Johnny conheceu Hunter na Woody Creek Tavern, em 1994, ele esteve em uma missão artística de introduzir o não-iniciado para o humor irreverente: a raiva idiopática e a integridade moral, refletidas no trabalho de Thompson.[…] Uma vez que os dois Kentuckianos decidiram transformar a semi-autobiografia de Thompson, que era o The Rum Diary manuscrito em um romance e depois em filme, eles foram para Cuba juntos na esperança de fumar charutos a toda noite com Fidel Castro e ver o barco El Pilar de Hernest Hemingway. “Era pra Hunter me buscar no aeroporto de Havana.” recordou Johnny: “Mas eu tinha recuperado minha bagagem, olhei em volta e nada do Hunter. Eu fiz meu caminho para o Hotel Nacional e não mais cedo eu cheguei no meu quarto e o telefone tocou:

‘Coronel Depp, onde você está?

Ora, eu estou no quarto que você acabou de ligar.

Eu estou aqui no aeroporto esperando por você.

Bem, eu não estou aí.'” contou Johnny.

Esse foi o início da nossa conversa sobre o hilariante Thompson, e Johnny compartilhou isso. “Eu tive uma pausa depois das filmagens de Sleepy Hollow, em Londres, e decidi ir ao Caribe com Hunter.” lembrou ele: “Minhas memórias de Cuba são: rum cubano, rum e um cara louco que achava que ele era Beethoven. Eu filmei algumas das nossas aventuras…está em algum lugar nos meus arquivos.”

FONTE

Tradução e adaptação: Sarah – Equipe Johnny Depp Forever – Não reproduza sem a devida autorização!

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