Johnny Depp Forever
A sua fonte de informações sobre o ator e músico Johnny Depp
Johnny na Details Magazine!
dezembro 2, 2014

Johnny é a capa da revista Details Magazine em sua edição de Dezembro/2014. As fotos foram feitas por Mark Seliger no mês passado, durante a estadia de Johnny em Londres. Confira abaixo a tradução do artigo original sobre Johnny (incluindo uma entrevista), suas fotos em nossa galeria e um vídeo dos bastidores logo abaixo!

O Homem Anti-líder: Johnny Depp

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Por Alex Bhattacharji
Fotografia de Mark Seliger
Figurino de Samantha McMillen

Talvez você já tenha ouvido falar que o ator está em um mal momento, que seus filmes recentes não corresponderam às expectativas. Expectativas de quem? Aos 51 anos, a única coisa que Depp espera é desafiar as convenções e ele próprio. O próximo ano terá toda a sua gama artística no Lobo Mau de “Into the Woods” (Caminhos da Floresta), no ladino da comédia em “Mortdecai”, e em Whitey Bulger de “Black Mass” – além do poder de pensar fora da bilheteria.

“Como Marlon disse uma vez tão lindamente para mim, a vida é um canto dos pássaros. Isso ficou comigo.” Assim como seu amigo, mentor e companheiro estranho Brando, Johnny Depp é poético sobre ouvir-de-perto-ou-perder, apaixonantemente belo, de natureza efêmera por existência, e também um pouco punk. “Para todo mundo o relógio está correndo. A principal coisa do relógio é que você pode se sentar lá e olhar para ele com medo de que sua morte final seja inútil, ou você pode simplesmente viver.”

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Se Depp fala como um homem livre de medo, é porque a estrela fugaz recentemente passou fora do alcance dos críticos (internos ou não) com sua dedicação obsessiva de ofício. “O que é realmente satisfatório é, como Marlon, chegou a esse lugar onde ele simplesmente não dava a mínima”, diz Depp, explicando a evolução de sua emancipação. “Em primeiro lugar, cheguei a um ponto em que eu me importava tanto e era tão diligente em termos de abordar o trabalho… Então você começa em algo que você se importa pra ca**lho e isso acaba te cercando de um jeito maldito, sabe? Mas, em seguida, uma grande coisa acontece. De repente, você se importa o suficiente para não dar a mínima, porque não dar a mínima é uma libertação total. Sendo um jogo para tentar qualquer coisa.”

Como provas de sua liberdade recém-descoberta (considere-as descontroladamente variadas), ele assumiu algumas transformações em relação ao ano passado. “Tem sido uma loucura”, diz Depp, que voltou a Los Angeles depois de sair de Londres na noite anterior, após se envolver no projeto “Alice no País das Maravilhas: Through the Looking Glass”. “De Whitey Bulger à Chapeleiro Maluco, você pode imaginar a esquizofrenia”, diz ele.

Primeiramente, o carisma de Depp vai estar em exibição com o lançamento de “Into the Woods” (Caminhos da Floresta), adaptação do trabalho de Stephen Sondheim feita por Rob Marshall, o “não tão felizes para sempre” depois do conto de fadas. Depp cravou os dentes no papel do Lobo, a elaboração de um personagem de grande astúcia com ricos tons de comicidade (o melhor para fazer de seus predadores, formas sedutoras em estilo familiar e amigável o suficiente). “Tenho prazer na abordagem que adotamos com o grande Lobo Mal”, ele diz. “Há um humor sombrio maravilhoso por toda parte”. Em seguida, em janeiro, vem a comédia de ação “Mortdecai” (A Arte da Trapaça), no qual ele interpreta um negociante de arte e aventureiro aristocrático que merece um lugar ao lado de grandes vilões do personagem. E em setembro, vamos ver Depp como o gangster de Boston e fugitivo de longa data, Whitey Bulger, em “Black Mass”. Depp mergulhou na psicologia do lendário mafioso, que era um informante do FBI (muitas vezes alimentando seletivamente os federais da Interpol para derrubar seu rivais) antes de fugir, e terminando como o número 2 da lista dos mais procurados, atrás de Osama bin Laden. “Todo aquele que é, de fato, considerado ‘mau’, já sabe que ele é mau”, diz Depp sobre Bulger. Misturando complexidade moral com uma sensação de ameaça, Depp chegou em seus dias como um jovem revoltado, o obstinado garoto nascido em Kentucky, que havia se mudado cerca de 25 vezes até sair de casa aos 17 anos, para capturar o temperamento de um chefe do crime. “Bulger foi incrível em termos de ir de zero a 90 em uma p*rra de um milésimo de segundo. E não foi apenas um cara de bang-bang pra sempre. Sim, aquela velha fúria veio a calhar. E isso não está tão longe da superfície.”

Enquanto a vinda desses filmes é saudada como um provável retorno à forma, na maior parte das vezes, aqueles que proclamaram seu declínio como “O Cavaleiro Solitário” e “Transcendence – A Evolução”, que afundaram nas bilheterias, significam algo mais. Eles destacam o escopo de habilidades artísticas de Depp e suas ambições como ator, e demonstra quão determinado ele é a não dar a mínima (não vamos esquecer que ele teve pequenos papéis com Kevin Smith em “Tusk” e “Yoga Hosers”), e é um lembrete de quão mal algumas pessoas já calcularam o seu lugar no firmamento popular e cultural.

“Ele é um ator-personagem em um corpo de um homem-líder”, diz Rob Marshall, que dirigiu “Caminhos da Floresta” (e a quarta franquia de “Piratas do Caribe”). “Ele desaparece nesses papéis e traz tal inventividade a tudo o que ele toca. Ele é um grande colaborador, e ele estava animado para trabalhar com um conjunto e não levar algo por si mesmo”. Depp tentou escapar do rótulo de estrela desde que ele forçou seu caminho para fora do veículo que o fez famoso, “Anjos da Lei”. Por toda a sua notoriedade, o centro das atenções empolam sua pele, como a luz do sol em um vampiro. “Eu sou a p*rra de um tímido, cara”, diz Depp. “Eu estou vivendo, de certa forma, como um fugitivo. Eu não gostaria de estar em situações sociais – mas é bom para mim de uma maneira estranha, tendo que correr e se esconder. Cada vez menos tenho a oportunidade de observar, porque eu sou o único que está sendo observado”.

Depp não tem interesse em precipitar-se para salvar o dia ou vestir um traje de super-herói. Ele evita assiduamente o manto do homem principal, apesar da sua parcela de sucesso. Não se esqueça quão ousado e subversivo é o personagem Capitão Jack Sparrow – que delineou a ira dos caras da Disney que pensavam que ele estava muito bêbado ou muito gay ou ambos, e que levou Michael Eisner a proclamar a famosa frase: “Ele está arruinando o filme!”. Nesta fase, Depp pode ser perdoado por ter uma relação de amor e ódio com seu personagem de ego fanfarrão, a quem ele pretende reprisar novamente (as gravações começam em fevereiro). Graças em grande parte ao Sparrow, ele recebe supostos 20 milhões de dólares por filme. Por causa do corsário amado, os executivos do estúdio olham para ele como sucesso de bilheteria que retorna o tempo todo.

“É como ser um cão na pista”, diz Depp. “Eles esperam que você viva até alguma raça que você passa a ser por acaso e acaba ganhando acidentalmente. A partir desse primeiro segundo, você não é nada mais do que uma mercadoria. Eles têm expectativas para outro ‘Piratas’. É ótimo quando algo funciona. Rapaz, isso é assassino. Mas Deus, ter isso como modelo… é feio, eu acho.”

O iconoclasta Depp não perdeu o gosto pela perseguição, mesmo que sua raça já tenha traçado uma rota de campo, ele redesenha e vai indo. Ele está feliz por entrar (e até mesmo reentrar) em filmes de grande orçamento se o personagem fala com ele, mas ele está mais feliz ainda por realizar projetos de sua paixão com sua produtora, a Infinitum Nihil: “Infinitum Nihil. O nome da empresa de produção veio a mim com um sorriso porque eu apenas pensei que tudo é um nada infinito. Eu acho que é bom estar ciente do nada. Você é capaz de apenas ‘ser’ e não ser girado para cima em todo essa m*rda desnecessária na vida, acabamos considerando isso como uma busca de qualquer merd* que estamos procurando. Fod*-se essa busca, o que vale é o ‘aqui’ e o ‘agora’. Então, eu amo o infinito, o nada sem fim. E há algum tipo de cuecas do ártico chamadas Infinity Zero ou algo assim. Isso também me fez feliz”. Um dos projetos da produtora inclui “It Only Rains at Night” por Neal Jimenez. “Roubei isso da mesa de alguém, eu não sei, cara, foi há 25 anos atrás”, diz Depp, rindo. “E eu sempre quis estar nele ou direcionar a maldita coisa. É tão lindo e estranho.” Depp está trabalhando em um clipe exaustivo, o que é particularmente algo exigente para um artista que internaliza cada personagem que ele interpreta. “Marlon disse: ‘Tome cuidado, temos tantos rostos em nossos bolsos”, diz ele, referindo-se à famoso cautela de Brando sobre atores que não desperdiçavam capital criativo. “Eu entendi o que ele quis dizer, e ele está certo. Mas eu não estou saindo fora, sabe?”

O que Depp está perdendo – não que tivesse tanto para começar – é tolerância para jogar o jogo. “O processo, eu amo. As outras coisas… Eu posso lidar com o fato de ser um fugitivo um pouco, mas eu não sei por quanto tempo um ser humano realmente quer ser isso. Os atores têm essencialmente que vender a sua bunda para vender o filme. Todos os subprodutos ou riscos ocupacionais da coisa…” Depp deixa escapar um suspiro. Ele está muito ocupado para toda essa mer**. “Em um certo momento, a pessoa tem que cavar fundo e dizer, ‘Cara, é um canto dos pássaros.”

Tradução e Adaptação: Sarah – Equipe Johnny Depp Forever
Não reproduza sem os créditos.

Photoshoots > 2014 > Mark Seliger (Details Magazine)

Fonte | Créditos: IFOD

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