Johnny Depp Forever
A sua fonte de informações sobre o ator e músico Johnny Depp
Foto e matéria: Johnny, Scott Cooper e Joel Edgerton
novembro 20, 2015

Foi divulgada nova foto de Johnny, Scott Cooper e Joel Edgerton. Confira a foto na galeria e a tradução da matéria do Los Angeles Times, logo abaixo!

jdscje

Photoshoots > 2015 > Jay L. Clendenin – Los Angeles Times

Mais de um oceano de cafeína, Johnny Depp, Joel Edgerton e Scott Cooper – os astros e o escritor-diretor, respectivamente, do sombrio drama criminoso “Black Mass” – se reuniram para uma conversa animada que começou com a descoberta de um amor mútuo por bandas hardcore punk, como “Agent Orange” e “Dead Kennedys”, e terminou com histórias variadas de encontros com Bob Dylan: Cooper viu Bob em um dia de Halloween, durante o “doçuras ou travessuras” de suas filhas. Depp lembrou de um dia, anos atrás, em que estava de pé nos bastidores de algum show (de Bob), segurando sua filha Lily, então com 3 semanas de nascida.

No meio da conversa estiveram Donald Trump e Ben Carson, Strasberg e Stanislavsky, Henry VIII, coxas de peru e, sim, “Black Mass”, que narra a história da vida real do chefe do crime de Boston James “Whitey” Bulger (Depp) e sua aliança mutuamente benéfica com o agente do FBI John Connolly (Edgerton).

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L.A.Times: Joel diz que “o público gosta de assistir as pessoas fazerem coisas ruins para outras pessoas nos filmes”. Cada um de vocês poderia nomear um favorito pessoal?

Edgerton: Os dados conhecidos são “Poderoso Chefão I e II”. Mas vamos ser mais ousados e criativos. Eu sempre quis alguém para fazer uma boa versão do “The Dice Man” (de 1971) porque aquela é apenas uma pessoa apenas fazendo coisas aleatórias e terríveis… E o meu favorito australiano que eu estive envolvido, “Reino Animal”, foi uma grande janela para o mundo do crime também.

Depp: Filme muito forte. O meu, eu teria que dizer “Bad Boy Bubby”. Você já viu? [Edgerton se dobra, rindo] Ele foi proibido nos Estados Unidos, e eu apenas consegui uma cópia. “Bad Boy Bubby”. É um dos filmes mais perturbadores que você poderia experimentar …

Edgerton: Um cara preso em um porão criado por sua mãe…

Depp: …Ele nunca esteve fora. Sua mãe lhe diz que há veneno no ar. Ela veste uma máscara de gás toda vez que ela vai para fora. Ela finalmente morre e ele faz alguma coisa realmente estranha…

Edgerton: É uma espécie de versão australiana de 20 anos do filme “Room”.

Depp: O outro, porque esses eram personagens adoráveis ​​e bem remotamente interessados na lei, é “Withnail & I”. Está bem ali no meu top 3 de filmes.

Cooper: Eu não classifico “Bad Boy Bubby” no meu top 3. Mas eu gosto de “Sexy Beast” de Jonathan Glazer.

Edgerton: O personagem de Ben Kingsley… um homem que nunca vai recuar. Há algo de muito gracioso em uma pessoa como um criminoso. Lembro-me de pessoas dizendo que meu personagem em “The Great Gatsby (O Grande Gatsby)” foi realmente horrível e eu pensava: “Pelo menos ele sabe o que é. Ele é a pessoa mais honesta naquele grupo. Ele não está fingindo ser algo que ele não é e isso é bonito”.

L.A.Times: Esse parece ser o apelo da campanha presidencial de Donald Trump.

Edgerton: Exatamente. Ele não está estudando o seu público e o que eles querem ouvir. Ele está apenas dizendo o que ele pensa.

Depp: Ele diz coisas estranhas. Quem é aquele outro cara? Ben Carson? Ele pensa de forma estranha. Um neurocirurgião? Eu não quero esse cara no meu cérebro.

L.A.Times: Portanto, há um apelo nesses personagens e gêneros. É fácil fazer um filme gangster divertido. Mas “Black Mass”, em sua maior parte, não é um “filme divertido”. Ele não abre mão da violência.

Cooper: Exatamente. “Os Bons Companheiros”, é um filme divertido. Provavelmente muita gente queria que eu fizesse esse tipo de filme. Mas é muito fácil glamourizar gangsters e transformá-los em um estilo de vida aspiracional. Eu não estava interessado em estilizar a violência. Eu não queria dessensibilizá-la.

Edgerton: Se não fosse uma história real, você provavelmente teria mais licença para ir por esse caminho. Mas você tem que respeitar os fantasmas e espíritos das pessoas reais do passado e suas famílias que ainda andam na Terra. Eu sabia que Scott lidaria com isso com uma certa austeridade. Diretores diferentes poderiam ter feito outras escolhas. Eu não estou dizendo que Guy Ritchie teria feito a versão “Snatch” deste, mas você tem que se certificar de que você está na mesma página que o diretor antes de assinar o contrato.

Depp: Deus, sim. Sabe o momento em que há o mais alto silêncio? É no primeiro dia em que você faz uma cena, e depois acabou e há aquela pausa. E então você ouve: “Ah, mais uma vez”. A cacofonia de silêncio naquela pausa. E você sabe, naquele momento, que as coisas não estão andando para ficarem melhores.

Edgerton: Eu tenho um amigo, literalmente, no primeiro dia, ele vê uma equipe de produtores caminhar até o diretor. E então, como uma equipe, caminham até o ator para dizer-lhe: “Nós vemos o personagem de forma diferente”. Primeiro dia, você abre sua boca e eles: “Oooooh. É assim que você vai fazer isso? Nós precisamos ter uma reunião”.

L.A.Times: Mas você não gosta de ensaiar, Scott, então, como você se certifica de que não vai ter que fazer qualquer uma dessas reuniões?

Cooper: Robert Duvall sempre diz: “Nunca tenha um roteiro. Nunca saiba o que você fará em uma cena porque se você souber, estará fazendo o que se faz numa aula de teatro em vez de realmente encontrá-lo”. E esses dois caras não ensaiaram. Eles se encontraram comigo separadamente e nós conversamos sobre os personagens, seus comportamentos e motivações. E, em seguida, no primeiro dia, nós filmamos a cena em que estes dois senhores se encontram pela primeira vez pelo Mystic River. E você vê isso, você começa a perceber que você tem Joel Edgerton trabalhando ao lado de Johnny Depp, você tem John Connolly olhando para um homem que ele muito admirava em Jimmy Bulger. Eu nem precisei discutir isso com você, Joel, e foi exatamente assim, com você ao lado, sem dúvida, um dos nossos grandes tesouros nacionais…

Depp: A Estátua da Liberdade.

L.A.Times: Não seria o Monte Rushmore?

Depp: Não. Lincoln reclamou. Gostaria de dizer, rapidamente, que com muito ensaio, parece que as coisas se tornam uma pancada. Ela anula a possibilidade do acaso, que eu acho que é a coisa mais bela que pode acontecer em uma cena. E eu me lembro da primeira cena com Joel, e depois daquele primeiro “take”, eu pensei: “P*rra, esse é um assassino maldito”. Eu sabia que nosso empreendimento por este caminho ia ser grande juntos.

Edgerton: Eu só me lembro do branco nos nós dos dedos naquela primeira semana, empurrando o terror de lado para que talvez o que eu estivesse fazendo pudesse apenas ser livre. A agenda pesada ajudou. Ela mantém você em si mesmo. Eu meio que gosto de chegar em casa no final do dia, exausto ao ponto em que tudo o que tenho a fazer é ir para a cama e acordar no dia seguinte. Isso mantém sua cabeça no filme, não que você fique hospedado no personagem, mas…

Depp: É uma coisa engraçada, Strasberg, o método de Stanislavski, a técnica de Uta Hagen. Eu já vi atores fazerem isso e isso me tira do sério, porque eles vão lá e, digamos que estejam interpretando Henrique VIII. Eles vão para casa e lá eles são o maldito Henrique VIII. O que eu quero saber é quando eles vão para uma mesa artesanal e abrir um saco de Doritos, se eles são Henry VIII? Se esse é seu objetivo, se enfie nisso. Se você tiver que viver isso, faça-o.

L.A.Times: Uma coxa de peru na mesa, não um saco de Doritos!

Depp: Uma coxa de peru e algum mingau e, em seguida, vomitá-lo em alguém!

Edgerton: …”Sim, excelência, eu mandei cortarem a cabeça dela. Mas há uma razão. É um pequeno filme. Ele foi para o Sundance…”.

Depp: “E ela parecia tanto com o personagem”. Mesmo no contexto das cenas que são justamente obscuras, você precisa de uma abordagem que liberta e permite a possibilidade do acaso, a possibilidade da base emergir na cena. Você tem que se divertir. Se você não se divertir fazendo isso, você está na profissão errada.

Fonte | Créditos: IFOD e johnnytim.com

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