Johnny Depp Forever
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Entrevista exclusiva com Johnny Depp para a Numéro Homme
outubro 8, 2017

Ele é um dos poucos grandes atores que escreveram seus próprios destinos. Desde que se tornou um nome conhecido aos 24 anos, Johnny Depp tem habilmente navegado em meio às armadilhas da fama ao compor seu próprio caminho em filmes de diretores ambiciosos como Tim Burton e Jim Jarmusch. A Numéro Homme senta-se com o ícone de Hollywood – e o rosto da Sauvage, fragrância da Dior – para uma entrevista exclusiva.

Numéro Homme: Quem são os diretores que mais impactaram você?

Johnny Depp: Tim Burton. Quando conheci o Tim, tinha acabado de fazer Cry-Baby com John Waters. Antes de John, eu estava naquele seriado de TV [Anjos da Lei] e eu era basicamente o que quer que eles quisessem vender. O estúdio vendia um produto e eu me tornei esse produto. Eles ditaram para as pessoas o que eu era e quem eu era. Não era sobre mim, era sobre essa imagem que nada tinha a ver comigo, então, eu sabia que não estava no meu caminho.  

O quão importante é para você se manter independente em suas escolhas de trabalho?

Uma das coisas que nunca suportei quando as bizarrices começaram a acontecer e as pessoas começaram a me reconhecer, são as categorias em que você é colocado. Eles fazem qualquer coisa para te rotular como um certo tipo. É como se quando você fica em evidência as pessoas dissessem: “Ele é o novo James Dean ou isso ou aquilo…” Não, não e não. Eu nunca gostei de categorias. Nunca gostei de pensar sobre o que elas envolvem; atrapalha. É uma corrida de obstáculos para o trabalho, então, eu simplesmente não estou interessado.

Você alguma vez assistiu aos seus próprios filmes?

Não, eu tento não assistir. Eu tive que assistir algumas vezes porque eu queria ter certeza que o corte final estava bom, mas eu teria preferido me manter ignorante a respeito do que é o trabalho finalizado. É mais fácil para mim apenas fazer o meu trabalho, interpretar o personagem e uma vez que me digam “sua parte acabou!”, é quase como se não fosse da minha conta. Eu me sinto melhor não vendo o que eles chamam de “produto final”. Prefiro ir embora com a experiência, o que permite me manter menos consciente daquelas definições que as pessoas usam, sejam elas quais forem – como “fama” e tudo aquilo – e permite que eu me mantenha o mais afastado possível.

A entrevista completa foi publicada na edição outono-inverno 2017-2018 da Numéro Homme.

Tradução: Patrícia – Equipe Johnny Depp Forever

 

 

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